domingo, 27 de janeiro de 2008

09 - ESPETACULARIZAÇÃO

Desde que os políticos romanos entenderam que é necessário dar “pão e circo” às classes menos aquinhoadas da sociedade, como forma de deixá-las inebriadas e distantes de qualquer forma de entendimento consciente, o que se vê hoje no carnaval campista é a manipulação dessa arte popular como forma de propaganda política.
Mas, assinale-se que as sociedades são culpadas, pois na busca por apoio financeiro suficiente para fazer o carnaval acabam abrindo espaços para o puxa-saquismo. E essa busca de verbas acabou virando um negócio, já que a prefeitura, segundo eles, não lhes dá subsídios suficientes para cobrir os custos do espetáculo.
Curiosamente, o artigo “Folia camuflada: o samba-enredo como cabo eleitoral”, de Bruna Panzarini e Marília Antonelli
[1], publicado no Anuário UNESCO/UMESP, (p. 187) demonstra que a prática exageradamente verificada no carnaval campista não é única e que, possivelmente, pelo interior desse país de dimensões continentais esteja acontecendo a mesma coisa. O exemplo do interior de São Paulo mostra que esta situação se repete praticamente no carnaval brasileiro.
Dessa maneira, entende-se que existe a necessidade do dinheiro para que as agremiações pudessem/possam colocar na avenida seus carnavais. Mas essas pessoas não conseguiam enxergar o fato de que esses padrinhos “monetários” também passavam a utilizar a moeda como uma mercadoria de troca.
Para DEBORD (1997, p. 34), “o espetáculo é a outra face do dinheiro: o equivalente geral abstrato de todas as mercadorias”. E continua dizendo também que “o dinheiro dominou a sociedade como representação da equivalência geral, isto é, do caráter intercambiável dos bens múltiplos, cujo uso permanecia incomparável”.
DEBORD (op. cit., p. 31) mostra, também, que na fase primitiva da acumulação capitalista “a economia política só vê no proletário o operário”, que deve receber o mínimo indispensável para conservar sua força de trabalho; jamais o considera “em seus lazeres, em sua humanidade”. Esse ponto de vista da classe dominante se inverte assim que o grau de abundância atingido na produção das mercadorias exige uma colaboração a mais por parte do operário”.
Se o espetáculo não é um conjunto de imagens, mas uma relação social entre pessoas mediadas por imagens, pode-se afirmar que o carnaval é o reflexo de uma relação lúdica, festiva e que da forma em que é feita, envolvendo interesses políticos, cria uma cumplicidade entre os homenageados e as sociedades carnavalescas. O autor (p.15), esclarece o assunto, da seguinte forma:

Não é possível fazer uma oposição abstrata entre o espetáculo e a atividade social efetiva: esse desdobramento também é desdobrado. O espetáculo que inverte o real é efetivamente um produto. Ao mesmo tempo, a realidade vivida é materialmente invadida pela contemplação do espetáculo e retoma em si a ordem espetacular à qual adere de forma positiva. A realidade objetiva está presente dos dois lados. Assim, estabelecida cada noção só se fundamenta em sua passagem para o posto: a realidade surge no espetáculo, e o espetáculo é real.Essa alienação recíproca é a essência e a base da sociedade existente (...).

O carnaval é uma grande ópera popular e poderia ser mais interessante se desenvolvesse enredo de natureza pedagógica, como o sentido de oferecer à população informações mais precisas sobre temas históricos (origem de todas as escolas de samba). Como espetáculo, fica mais frágil na medida em que os temas passaram a adotar temáticas políticas em troca de esquemas financeiros que lhes garanta os recursos necessários para a grande apresentação carnavalesca.
Para a população, pouco importa o tema, se determinada agremiação escolhe um político para homenagear. O importante é (repete-se) o espetáculo. No fundo, o marketing feito somente durante o carnaval, desfaz-se como bolha de sabão. O pior é que os beneficiados vão, a qualquer hora, que os investimentos não são compensatórios e que, tese, melhor é direcionar suas campanhas para outras instâncias da comunicação.
[1] PANZARINI, Bruna; ANTONELLI, Marília, “Folia camuflada: o samba-enredo como cabo eleitoral”, São Paulo: Anuário UNESCO/UMESP, 1977.

09.1 - Palco da avenida

Surpreendidos pela maneira com que o carnaval 2007 em Campos vinha sendo preparado, com calendário, horários e regulamento previamente anunciados pelos coordenadores e, também, pelos veículos de comunicação, fomos para a Avenida XV de Novembro, para acompanhar os desfiles das escolas de samba do grupo especial, que foram realizados segunda e terça-feira de carnaval, dias 19 e 20 de fevereiro.
Na segunda-feira, registramos, com espanto, a pontualidade das escolas que entraram na avenida. Fato tão combatido pela imprensa e também por algumas pessoas ligadas as escolas de samba, que viam no constante atraso a diminuição de espectadores para assistir aos desfiles das escolas.
Em contrapartida, as praias da região, notadamente as de São João da Barra (mais próxima do município de Campos) e a do Farol de São Tomé (a praia dos campistas), se enchiam para ver os artistas baianos, se exibindo em trios elétricos, com sons altíssimos.
Como no primeiro dia de desfile, não haveria a apresentação de nenhuma escola com enredo de teor político, aproveitamos o momento para fazer as entrevistas necessárias ao tema que estamos abordando e pudemos assim ouvir diversas pessoas ligadas ao carnaval, como alguns dos coordenadores, Carlos Vasquez, Antônio Roberto Góes Cavalcanti (Kapí) e da gerente de cultura Maria Cristina Torres Lima, além do presidente da Fundação Teatro Trianon, Nilson Maria (que seria homenageado, no dia seguinte, pela Onça no Samba); o presidente da Associação das Escolas de Samba de Campos, Ariel Chacar; os diretores da União dos Blocos de Samba, que também são radialistas, Wallace de Oliveira e Ricardo Silva; o rei Momo 2007, Sérgio Guzulo; o príncipe do samba, Jean Carlos; e as princesas, Gilsiara Adriana e Renata Cruz e os artistas, Eleonora Souza e Arturo Suescon (este da Colômbia), que vivem do carnaval, mostrando o ritmo e o gingado brasileiro em shows pelo Brasil e Colômbia.
Mas como “alegria de pobre dura pouco”, o que parecia impossível (no primeiro dia) aconteceu. A última escola – Acadêmicos do Cidade Luz não se apresentou para desfilar e muito menos alegou um motivo pela desistência da apresentação.
No segundo dia, voltamos para a avenida, com a esperança de que tudo corresse às mil maravilhas, esquecendo do que aconteceu no final do desfile do dia anterior. Ao chegar na Avenida XV de Novembro, por volta das 19 horas, mais uma surpresa, a escola Ás de Ouro, que deveria ser a última a desfilar nessa noite, resolveu antecipar todo o seu desfile e pegou a muitos espectadores de surpresa, porque nesse horário ela já estava na metade do seu desfile apresentando um samba em homenagem a um antigo carnavalesco da escola e mais conhecido como Zé 21.
A explicação dada pelo carnavalesco da escola, Roney Brandão, sobre o tema do enredo foi “porque ele foi um marceneiro que trabalhou comigo em várias agremiações e a última que o fez foi aqui. Daí nós resolvemos fazer essa homenagem a ele, por ser uma pessoa muito bacana com a gente”.
Ao fim do desfile dessa escola, resolvemos então ir até à concentração das escolas para aproveitar o tempo e, além disso como as escolas estavam se comportando na arrumação. Aproveitávamos para fazer as entrevistas que faltavam para a edição do nosso documentário.
A escola seguinte, a Boi Sapatão, trazia um enredo em homenagem a outra pessoa da comunidade, um comerciante conhecido por “Olavinho”, reconhecidamente candidato à vereança nas próximas eleições. O carnavalesco da escola e colunista social, Cidinho Ramos, encontrado antes do homenageado, explicou o porquê do tema da escola:
- Ele tem se tornado uma pessoa muito popular e querida do povão. Depois a gente tem notado que ele está em ascensão. Por isso, resolvemos fazer essa homenagem. E eu fiz até uma brincadeira porque ele é do signo de leão. E sonhar com rei dá leão de Joãozinho Trinta. E acabou que Joãozinho Trinta é meu amigo e eu sou discípulo dele. A escola está linda (...). Vamos ver o que acontece porque a avenida é um espetáculo.
Cabe aqui relatar que um dos pesquisadores esteve bem próximo do carnavalesco Joãozinho Trinta e tentava entrevistá-lo, mas, ao ser informado de que ele havia sofrido de um AVC, o pesquisador resolveu então não entrevistá-lo, já que em meio ao tumulto, o carnavalesco que ainda convalescia poderia não compreender o sentido da pergunta e o tema desse trabalho. Aliás, vale ressaltar que o carnavalesco sequer foi entrevistado por uma das duas emissoras de televisão abertas que estavam na avenida fazendo apenas flashes do carnaval campista.
Logo em seguida, encontramos o homenageado Olavinho e, então, aconteceu o inesperado. Fomos surpreendidos por dois fatos: o primeiro foi o atraso da escola e o segundo, a irritação do homenageado, que nos recebeu com os nervos à flor da pele. Vendo um microfone em sua direção, ele então desabafou: “olha só, primeiramente tenho que dizer que eu estou frustrado. Meu prazer por esta homenagem é imensa. Estou frustrado porque nossa escola está atrasada, não sei o que vai acontecer. A minha parte, que é a parte do homenageado, foi feita”.
E continuou sua reclamação: “meu compromisso foi cumprido, só que o presidente e o carnavalesco não falaram a mesma língua. Desde o início eu senti isso e deu no que está dando, estamos atrasados com nosso carnaval, já perdemos cinco pontos, não sei se vamos começar na avenida porque tem 15 minutos para desfilar. Eu antes, em todas as entrevistas, dizia que me sentia maravilhado porque é uma coisa para mim de outro mundo. Seria mais uma coisa da minha história de vida, mas estou frustrado porque a escola não vai... Está bonita a escola. Foi preparada para ganhar o carnaval e não vamos ganhar porque nós pecamos nessa questão de carnavalesco e presidente não falarem a mesma língua”. Mesmo assim, a escola entrou na avenida e pode enfim mostrar todo o seu enredo.
Por outro lado, em uma das cabines, indagada sobre o que achava dessas escolas que mostram enredos em homenagem a pessoas que ocupam cargos políticos, a gerente de cultura do município, Maria Cristina Torres Lima, disse que “é uma coisa que pode e deve ser evitada, porque me parece que é uma coisa que chega próxima à busca de patrocínio, de alguma vantagem financeira. Eu acho que o município é um município rico na sua história, tem características na culinária muito específicas, no artesanato, em tudo aqui. O município tem muito argumento que poderia servir de samba-enredo ou de tema para um enredo de escola de samba. O que eu acho que está faltando é justamente despertar, nas pessoas responsáveis por esses sambas-enredo, essa visão”.
De acordo com o cronograma da coordenação do carnaval, após a apresentação do Boi Sapatão, o público pôde acompanhar o desfile da escola de samba Os Independentes, que também prestou homenagem a uma pessoa da comunidade. O homenageado era Jorge Ferreira Lobo, mais conhecido como Lobinho. De acordo com informações, ele é campista, viveu muitos anos fora do município e, ao retornar, acabou recebendo a homenagem da comunidade e da escola de samba.
Ao ser informado de que o carnaval em Campos vem sofrendo a influência dos políticos locais, que fazem um verdadeiro merchandising de suas imagens junto às comunidades e ao público em geral e também vêm (des) construindo a imagem de que o carnaval é uma festa popular, Jorge declarou que “homenagearam Nilson Maria, um grande nome, uma pessoa íntegra. Homenagearam Roberto Barbosa, vai entrar agora aí. Roberto é um cara bom, parceiro. Homenagearam também o Olavinho. Eu acho que foram grandes homenagens, porque nós temos que aprender a valorizar a prata da casa. Eu não concordo em trazer puxador de samba de outros municípios, trazer outras pessoas para desfilar, porque nós temos pessoas capacitadas para fazer um bom carnaval”.
As críticas de Jorge (e grifadas por nós) são relativas ao compositor e puxador de samba Jorginho do Império, que veio cantar o samba da escola Onça no Samba, que homenageava o presidente da Fundação Teatro Trianon, Nilson Maria. Quanto às outras pessoas a referência era em relação ao Boi Sapatão, que além de trazer Joãozinho Trinta e Maria Alcina, trouxe também alguns passistas e foliões de fora.
Ele ainda complementou as informações mostrando quem estava na avenida e quem não estava. “Olha só aqui na avenida! Não vem ninguém rico! Aqui vem o povo carente. Vem o povo que não tem condição para ir para as praias, porque o rico não fica na avenida, não! O rico vai para a praia e o povo pobre, carente, humilde, é que vem para ver o grande carnaval. E eu observei que os nossos políticos, não dão nenhuma moral ao nosso carnaval, porque eu não vi na avenida nem sequer um vereador aqui. Eu não vi”.
A escola seguinte, a Acadêmicos de Santa Cruz, foi dessas que entraram, passaram, foram embora e ninguém percebeu o que ela queria mostrar. Na verdade, o seu tema era em homenagem à ex-governadora Rosinha Garotinho, mas como ela já havia anunciado que não iria assistir ao desfile, por ser evangélica (fato contraditório, pois em 2004 foi homenageada pela Ás de Ouro, assistiu ao desfile no camarote e no final ela acabou se rendendo ao desfile da escola e se juntou aos últimos passistas para encerrar o desfile). A escola resolveu então fazer o seu desfile sem o devido brilhantismo. Passando pela avenida como se estivesse apenas cumprindo com o seu papel e se manter no grupo.
Depois da Acadêmicos de Santa Cruz, viria a Unidos de Ururaí. E foi aí que tudo aconteceu. Se até então o desfile transcorria bem, com as escolas entrando nos seus respectivos horários, o mesmo não aconteceu com a Ururaí. A escola trazia como enredo o livro “Minha Aldeia, Minha Trincheira”, do jornalista e secretário de comunicação da prefeitura Roberto Barbosa. A vontade de mostrar o desfile dessa escola era muito grande, mas infelizmente aconteceu o que ninguém poderia imaginar. O carnavalesco da escola, Rubinho Chebabe acabou fazendo um carro maior do que o permitido e, como conseqüência, não conseguiu chegar nem na concentração. O tempo escoava e, com isso, a escola perdia os seus pontos de concentração, já anunciados pelo coordenador do carnaval.
Roberto resolveu, então, chamar o coordenador do carnaval, para negociar uma saída para não prejudicar a escola, mas já era tarde. Kapí ficou irredutível e o público infelizmente acabou sofrendo com a espera.
Enquanto a próxima escola, a Ururau da Lapa, se preparava para entrar na avenida, o coordenador do carnaval relatava o que havia acontecido com a Unidos de Ururaí: “Rolou que os carros feitos pelo carnavalesco Chebabe eram maiores que a avenida. Então está com essa dificuldade de chegar. Mas obedecendo ao regulamento, foi desclassificada a Unidos de Ururaí e, agora, temos a Ururau da Lapa entrando no seu horário devido”.
A escola de samba Ururau da Lapa não iria mostrar em seu enredo, homenagens a políticos, mas sim reviver um antigo samba criado por Waldo Pessanha, pai do presidente Jaime Gabriel Nolasco Ribeiro. A poucos metros dali e, aproximadamente pouco depois das 2 horas e 20 minutos, um dos pesquisadores pôde assistir a uma cena lamentável. Um bando de aproximadamente 35 adolescentes, na faixa dos seus 14 a 17 anos, tentava se aproximar dos passistas da escola, para, logicamente, criar tumulto e prejudicar o desfile da mais tradicional escola de samba de Campos.
Vale frisar que, apesar do seu tamanho, o município de Campos também vive seus problemas domésticos em relação ao tráfico de drogas e duas favelas, localizadas em pontos diametralmente opostos, tentam de todas as formas controlar a venda no município. E até mesmo em eventos como o carnaval e os desfiles cívicos do dia 28 de Março (aniversário da cidade) e do 7 de Setembro são alvos preferidos dessas gangues, que procuram arranjar um pretexto para criar brigas, confusões e problemas com a Polícia Militar e causar transtornos para a população.
Naquele pequeno espaço da confluência das ruas Barão da Lagoa Dourada e Avenida XV de Novembro, os adolescentes demonstravam audácia diante de apenas 10 a 12 policiais. Mas, felizmente, nada de pior aconteceu e a PM conseguiu colocar o grupo para correr dali, deixando os espectadores diante do espetáculo da Ururau da Lapa. O desfile dessa escola, como sempre, foi tão empolgante, que “levantou as arquibancadas”, fez o público delirar e o resultado não poderia ser outro, a vitória.
Depois da Ururau da Lapa, foi a vez da União da Esperança entrar na avenida e mostrar ao público as belezas de São Fidélis. Como o tema era relativo a um município vizinho é claro que o prefeito da referida cidade, Davi Loureiro, compareceu à Avenida XV de Novembro para mostrar os encantos da cidade-poema.
Sobre essa homenagem, o prefeito disse que “o povo de São Fidélis está muito feliz, apesar da tristeza que está vivendo toda região, por causa das chuvas. A União da Esperança, com o carnaval e a cultura popular, que é uma tradição do nosso povo, com uma forma de homenagear a nossa cidade, contando a nossa história, a gente fica muito feliz e, isso, com certeza, está sendo motivo de orgulho para o povo fidelense, que ajudou a dar uma levantada na auto-estima da nossa cidade que, como Campos, andou sofrendo com o problema das enchentes (...)”.
Minutos antes de se integrar à escola de Ururaí, juntamente com seu amigo, Roberto Barbosa, o professor de história Marcelo Sampaio deu a sua opinião sobre a polêmica causada pelos políticos locais, que vivem procurando as escolas de samba com fins de se promoverem. Disse Marcelo: “Olha! Particularmente eu acho que uma homenagem a um político com mandato não é algo muito ético, nem muito interessante. Mas acho que ninguém tem o direito de interferir na escolha de um enredo. Uma agremiação carnavalesca ela deve ter liberdade para fazer o enredo que achar melhor. Agora, acho que enredos históricos, enredos com mais subsídios são melhores”.
Em seguida, cumprindo apenas com o regulamento, a Unidos de Ururaí entrou na avenida para cumprir com sua obrigação. Indagado sobre os problemas ocorridos com a escola, o secretário de comunicação Roberto Barbosa declarou: “Só fomos atropelados por um incidente lamentável, o carnavalesco abandonou o carnaval e não sabemos porquê. Há outro carnavalesco que assumiu nas últimas 24 horas e nós estamos desfilando por honra da comunidade. Demais estávamos com carnaval para brigar pelo título, mas nem por isso vamos perder o entusiasmo. Vamos desfilar como se fosse de verdade”.
Quem ainda estava na avenida para assistir ao último desfile do carnaval 2007, viu um belo espetáculo. O ponto alto do desfile da Unidos de Ururaí foi quando a porta-bandeira, após ter passado pelo palanque oficial, onde estavam os jurados, resolveu solicitar ajuda de uma acompanhante, retirando os seus sapatos. Livre dos mesmos ela não fez por menos, e deram um verdadeiro show de samba, rodopiando com sua bandeira e os pés descalços em uma avenida asfaltada e cujo piso poderia logicamente causar-lhe sérios problemas físicos. Mas não foi o que se viu. Com empolgação e ânimo renovado, ela rodopiava como se estivesse em um piso bem menos abrasivo, apesar do adiantado da hora. Passava das quatro da madrugada.
Sobre os fatos que aconteceram no carnaval desse ano, enquanto alguns foram críticos em afirmar que são contra esse tipo de enredo nas escolas de samba, outras pessoas se posicionaram de forma positiva, achando que a polêmica é irrelevante. É claro que, ao analisarmos as respostas de cada um, pudemos perceber um misto de ingenuidade de alguns e um jeito político para se defender e evitar futuros problemas, por parte de outros.
Para o radialista Wallace de Oliveira, o carnaval desse ano “melhorou com mais qualidade não só dos blocos, como das escolas de samba. A Mocidade Louca deu a volta por cima, independente do resultado se será campeã ou não do grupo de acesso. Eu acho que nós temos condições de melhorar e com o sambódromo que, segundo o prefeito, será uma realidade a partir de 2008, aquelas sociedades que não se organizarem a tendência delas será desaparecerem”.
O presidente da Fundação Teatro Trianon, Nilson Maria, que foi homenageado pela Onça no Samba declarou: “Eu, particularmente, sempre fui contra a utilização política do carnaval. No caso específico, eu nunca pleiteei homenagem de espécie alguma. Nunca pedi. Algumas escolas já tentaram me ter como enredo, eu nunca aceitei, cedi esse ano ao argumento irrefutável de Xuxa Caetano, mas tenho a tranqüilidade de receber essa homenagem e saber, e poder encher a boca e dizer que eu não estou usando isso como objetivo político de forma alguma. Eu não sou candidato a cargo eletivo, nunca fui, não pretendo ser e recebo isso como uma demonstração de carinho do público carnavalesco dessa cidade, a quem eu também considero muito”.
Apesar do trabalho de coordenador do carnaval e das muitas idas e vindas da concentração até o palanque oficial em sua pequena motoneta, o coordenador do carnaval ainda teve tempo de opinar sobre as escolas de samba, que ano após ano mostram enredos em homenagem a políticos. Sobre isso ele disse que “é pouca criatividade das agremiações e, também, de interesse financeiro, porque geralmente a homenagem a essas pessoas tem o apoio financeiro. Essas pessoas geralmente apóiam financeiramente. Eu acho lastimável, em detrimento de um projeto cultural de apresentar um carnaval com temas culturais, que é o que justifica o carnaval na avenida”.
Entre os muitos entrevistados, um dos coordenadores do carnaval, Carlos Vasquez, argentino de nascimento e apaixonado pelo carnaval brasileiro, além de tecer suas considerações sobre o marketing político ainda fez uma observação interessante, “o político procura a entidade e é por causa de política. Você pode ver que nesse ano não tem eleição de perto, não tem homenagem a político. Eu, como pessoa, sou contra. Como carnavalesco que eu sou e que gosto de um espetáculo bonito, acho que qualquer pessoa pode ajudar e isso é válido. Mas seria muito melhor a prefeitura dar uma verba melhor para a agremiação não precisar de ajuda de fora”.
Depois do carnaval, quando os jornais voltaram a circular, enquanto a expectativa na quarta-feira de cinzas era pelo resultado do vencedor do carnaval campista, o colunista do jornal Folha da Manhã, Saulo Pessanha, publicava, em sua coluna, algumas notas sobre o carnaval campista.
No dia 25 de fevereiro, na página 8, com o título “Dá um enredo?”, Saulo escrevia: “Nem todos os homenageados no carnaval em Campos rendem um bom enredo. Gente ligada às entidades não faz segredo: admite que, hoje, o que se busca é um tema capaz de ‘bancar’ o desfile. Mas esta não é uma prática local. No Rio, há escolas que buscam enredos que gerem dinheiro. A Imperatriz é uma delas”. Ainda na mesma página e em seguida, com o título: “Vale a homenagem”, Saulo noticiava, “para 2008, já se sabe que a Mocidade Louca, que volta ao Grupo Especial das Escolas de Samba, vai ter como enredo Nelcimar Pires. Está aí uma escolha para ser festejada. Nelcimar, que projeta o nome da cidade no carnaval do Rio – é pentacampeão no concurso de fantasias do Hotel Glória – merece ser homenageado no carnaval de sua terra”.
Em seguida, ele completava a nota anterior a esta cujo título é “Quer o título”. A nota estava escrita assim “como tema de enredo, Nelcimar quer, lógico, a Mocidade preparando um desfile para levantar o título. Daí que, acostumado com vitórias, o estilista vai se empenhar junto à comunidade do Morrinho – ali, no prolongamento da Lacerda Sobrinho – no trabalho pré-carnavalesco”.
Dois dias depois, 27 de fevereiro, dessa vez na página 4 do mesmo jornal, Saulo Pessanha escrevia mais notas sobre o carnaval, das quais iremos transcrever os três primeiros, pois as duas últimas são relativas a atos falhos da imprensa em relação ao carnaval de 2007. Na primeira nota com o título de “Só elogios”, ele escrevia “o filho pode ser feio. Mas os pais são só elogios. Quem não assistiu à apresentação das escolas, blocos e bois pintadinhos na Av. 15 de Novembro, mas ouviu as entrevistas de dirigentes das instituições e do pessoal que coordenou o carnaval, está convencido de que perdeu um grande espetáculo. O que se dourou a pílula...”.
A nota seguinte tinha como título “A propósito...” e o teor era este: “Sobre o carnaval de Campos, Joca Muylaert, que é o diretor da Biblioteca Nilo Peçanha, num bate-papo com o maestro Ethmar Filho, comentou que a Madureira do Turfe desfilou sem bateria. “No Rio, a Viradouro inovou, exibindo duas baterias. Uma delas não teria sido a da escola de Campos?”, devolveu Ethmar”.
Em seguida, com o título “Aluguel”, Saulo complementava a nota anterior com esta informação, “mas não foi só a Madureira do Turfe que desfilou sem bateria. O ato falho envolveu um boi pintadinho. O motivo, segundo o pessoal mais chegado ao carnaval, é que nos últimos anos passou-se a alugar baterias. Nos casos específicos, diante da falta do pagamento antecipado, teria havido a recusa de entrada na avenida”.
Conhecido entre seus colegas de imprensa, Saulo ao que parece, vai na contramão daquilo que muitos combatem, o enredo que trata de homenagens a pessoas públicas – Nelcimar é apenas um costureiro, que venceu 5 vezes o concurso de fantasias -, mas e daí? Como ficaria um enredo em homenagem a ele? Que outras informações seriam necessárias para preencher um enredo e um samba? Ficaria apenas nisso?
Pois bem, em relação às notas do dia 27 – Saulo que não foi visto na avenida -, relatou algo que vem acontecendo inclusive em desfiles cívicos – o aluguel de baterias. Aliás, o próprio presidente da AESC, Ariel Chacar, comentou que no carnaval a expectativa de pessoas que estão desempregadas é muito grande, porque é nos dias que antecedem à festa, que eles têm oportunidade de arregimentar forças e conseguir algum dinheiro extra, pois a maioria dos que trabalham nos barracões das escolas é de desempregados, que aproveitam esse momento para saírem do sufoco e das dificuldades. Nos desfiles carnavalescos cariocas, alguns foliões desfilam em mais de uma escola, seja por amor à escola, por carinho, ou pela simples vontade de sambar e desfilar na Marquês de Sapucaí. Além do aluguel de baterias, observa-se ainda, uma outra vertente que até então passava despercebida – o aluguel de passistas. Tudo porque, em meio a um dos desfiles, uma verdadeira multidão de passistas e foliões, que haviam desfilado na escola anterior, voltava pela mesma Avenida XV de Novembro, em direção à concentração, para então desfilar pela escola seguinte.

09.2 - Repercussão na Câmara

O fato é que o tema em questão além de ser polêmico, já vem incomodando, principalmente ao vereador Geraldo Venâncio que, assim que teve uma oportunidade, fez uma indicação, proibindo o enredo em homenagem a políticos e informou que ela já passou em plenário, foi aprovada por unanimidade e encaminhada ao gabinete do prefeito Alexandre Mocaiber, para que ele tome as medidas iniciais. Segundo ele, essas medidas têm que ser tomadas agora, “porque daqui a 60 dias, as escolas já começam a preparar os enredos para o próximo carnaval”.
Para o vereador, o fato “vem acontecendo há alguns anos em nossa cidade. Isso é uma grande deturpação, uma deformação do carnaval, os chamados enredos por encomenda. Pessoas totalmente desconhecidas da comunidade, sem nenhuma folha de serviços prestados, utilizando-se do carnaval e da ingenuidade dos carnavalescos como ferramenta de propaganda político-eleitoral”.
Entretanto, para FIGUEIREDO (1994, p. 12), “o marketing político, ao contrário do que muitos pensam, não deve ficar restrito somente à época de eleições, mas sim, ser utilizado a todo tempo, principalmente para preservar o poder”, parece que os políticos dessa cidade não aprenderam bem a lição, porque o marketing que realizam é apenas episódico.
Quatro anos após a pesquisa inicial sobre os enredos de caráter político em Campos, com quase nove anos em relação a uma homenagem prestada pela escola Amigos da Farra ao ex-prefeito Anthony Garotinho, é que um vereador na Câmara Municipal percebeu as manobras efetuadas pelos homenageados para conquistarem mais votos, usando o carnaval campista como palanque eleitoral. A matéria chamava a atenção e coube ao vereador Geraldo Venâncio criar uma “Indicação”, colocá-la em votação na Câmara – aprovada por unanimidade -, para então enviá-la ao prefeito, Alexandre Mocaiber.
O assunto publicado no dia 22 de fevereiro de 2007, pelo jornal O Diário, ostentava o título “Câmara de Campos vai discutir enredos políticos – Proposta é valorizar vultos históricos e resgatar a memória do município”. À reportagem desse jornal, o citado vereador chegou a dizer que “sabe-se que é proibido que pessoas vivas sejam homenageadas com indicação para ser nome de rua, mesmo que tenham merecimento. No Carnaval, essa regra não é observada. O pior é que crianças são levadas a gritar o nome de pessoas que elas nem sabem quem são”.
Para nós, pesquisadores, o vereador declarou ter criado essa indicação com o objetivo de fazer com que a Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima estabeleça regras claras que impeçam a utilização desse método, já que essas entidades, que compõem o carnaval, dependem na totalidade dos recursos públicos municipais para realizarem o seu carnaval.
Além disso, à reportagem, ele alegou que “Campos tem inúmeras figuras de projeção não só local como nacional, em vários campos de atividade. Figuras do porte de um Alberto Lamego ou José Cândido de Carvalho, na literatura”, e citou também outras figuras como “Wilson Batista, Délcio Carvalho e Ataíde Dias, na música. No futebol, temos Didi, entre tantos outros”.
Ele fez outras citações como, por exemplo, o fato de Campos ter sido a primeira cidade da América Latina a ter luz elétrica; o fato de o município ter sido durante muitos anos o mais rico do Estado e completou dizendo que “certamente a possibilidade de que esses ensinamentos fiquem mais estabelecidos e definidos na consciência, principalmente da juventude, é muito importante”.
O projeto em si é importante por dois motivos. O primeiro é que, passada a euforia do carnaval, as escolas vão começar a preparar seus enredos para o próximo ano. E, segundo, é que de acordo com o que o vereador disse, as escolas e blocos teriam mais uma forma para se justificarem, já que elas são associações culturais. “Seria inclusive uma forma de preservação da memória e da cultura de Campos. Além de tudo, as escolas de samba e blocos justificariam sua existência enquanto entidades culturais, bem como a própria subvenção que recebem do poder público”, comentou.Sobre o trabalho de pesquisa, ora sendo realizado, ele salientou “É com muita satisfação que a gente vê no fórum ideal para essa discussão: a Faculdade de Filosofia, que é um centro de debates. Na verdade, a realização desse projeto me dá a convicção de que a partir dele muitos segmentos da sociedade que trabalham, que operam no carnaval, vão ter voz, na medida em que o meio universitário propicia um debate mais forte sobre o assunto”.

09.3 - O que diz Garotinho?

Finalmente, depois de ter criado toda essa celeuma a partir de 2001 e ter sido homenageado várias vezes, tanto como prefeito quanto como ex-governador do estado, por cinco escolas de samba campistas no ano passado, a saber: Leopoldinense, Acadêmicos da Cidade Luz, Unidos de Ururaí, União da Esperança e Ururau da Lapa, Anthony Garotinho declarou que: “embora eu tenha sido homenageado já por diversas vezes, em diversas escolas diferentes, tanto aqui em Campos, como no Rio de Janeiro, sou radicalmente contra. (...) Acho que nós devemos procurar abordar, nos desfiles das escolas, temas históricos, temas que aproveitem para esclarecer, educar a população sobre fatos importantes que aconteceram ou no nosso país, ou na nossa cidade, ou até mesmo temas atuais como o problema do aquecimento global”.
Instigado ainda sobre a situação atual das escolas que vêem nesse tipo de enredo a solução para os seus problemas, Garotinho disse que “hoje em dia a situação chegou num tal nível, onde pessoas, sem a menor representatividade elas acabam sendo homenageadas, porque ocupam cargo na prefeitura, ou qualquer coisa parecida. Deveria haver uma certa intervenção do Poder Público, não no sentido de censurar, mas de orientar melhor para que elas coloquem temas que acrescentem os participantes da escola e a comunidade envolvida com a escola”.
E concluiu dizendo que “o carnaval de Campos teve momentos espetaculares. Hoje vive um drama muito diferente: desorganizado, falta de recursos, falta de atividade das escolas durante o ano. Nada acontece e algumas escolas recebem verba e não colocam na avenida o carnaval com o qual se comprometeram. Acho que Campos precisaria de uma reformulação. Acabar com uma certa politização no carnaval. A estrutura do carnaval de Campos não pode continuar como está”.
Após ouvirmos as declarações do ex-governador e ex-prefeito de Campos sobre esse tema, fomos surpreendidos com diversas faixas colocadas em alguns pontos da cidade, como no Mercado Municipal, na frente da Fundação Zumbi dos Palmares e na Avenida 28 de Março, dizendo que o enredo da escola Amigos da Farra, para 2008, é o médico Paulo Hirano, que também é o diretor da Faculdade Estácio de Sá.
Finalmente, fica a pergunta: “Será que isso é mais uma forma de marketing pessoal com fins eleitoreiros, já que no ano que vem têm eleições. Ou será uma propaganda sobre a faculdade que tem o mesmo nome de uma escola de samba carioca?”.

10 - CONSIDERAÇÕES FINAIS

Desde que a revista Carta Maior resolveu publicar em setembro/2004 uma série de cartas escritas por antropólogos, sociólogos e pessoas ligadas à literatura e às artes de uma forma geral, como Niéde Guinon (antropóloga), Eduardo Galeano (pensador e escritor uruguaio), Moacyr Scliar (médico, escritor e membro da Academia Brasileira de Letras), Mirian Goldenberg (doutora em Antropologia Social e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro), Maurício de Sousa (criador da Turma da Mônica), Emir Sader (sociólogo e professor da UERJ), Chico Anysio (humorista, escritor e pintor), Ferreira Gullar (poeta), Viviane Mosé (filósofa e divulgadora de filosofia), Frei Betto (teólogo e escritor) e Bernardo Kucinski (jornalista e professor da ECA-USP), entre outros, achamos por bem, não dar o título de “Conclusão” a este capítulo final, mas sim “Considerações Finais”. Por quê?
Porque o carnaval, como expressão de arte e cultura popular, comemorado anualmente, na verdade se renova, pois a cada ano os carnavalescos se esmeram em criar novos enredos e as alas dos compositores em criar novos sambas, para serem cantados na avenida por seus foliões.
Como bem disse o radialista Ricardo Silva, “o carnaval é uma escola em plena avenida”. Gostaríamos realmente que fosse se os carnavalescos e dirigentes abraçassem a idéia de fixarem seus enredos em detalhes da história do município ou em temas atuais, que envolvessem o país, como as dificuldades financeiras, os problemas sociais, urbanos e, também, críticas baseadas em outros fatos, como a violência e o consumo de drogas, que tanto mal causam a sociedade.
Mas, infelizmente, o que temos visto desde 1998 são os sambas cujo enredo enaltecem e enobrecem os feitos de homens que conquistaram nas urnas o direito de governar, seja no executivo ou no legislativo. E assim, tivemos uma série de homenagens ao ex-prefeito e ex-governador Anthony William Garotinho Matheus de Oliveira (um campeão de sambas em sua homenagem); a sua esposa e ex-governadora do Estado, Rosinha Matheus; ao ex-prefeito Arnaldo Vianna (duas vezes); a sua esposa, a ex-presidente da Fundação Teatro Trianon e da APIC, Ilsan Vianna (juntamente com a ex-Secretária de Ação Social Jane Nunes); aos ex-deputados estaduais, Paulo Albernaz e João Peixoto; ao ex-deputado federal, Paulo Feijó; ao ex-vice-prefeito, Geraldo Siqueira Pudim; ao ex-secretário de Obras, Edilson Peixoto; ao ex-prefeito de Cabo Frio e deputado estadual Alair Correa; ao ex-presidente da Alerj, Jorge Picciani; ao atual presidente da AESC, Ariel Chacar; e aos ex-vereadores, Toninho Vianna e Manoel Alves da Costa, e tudo isso entre 1998 a 2005.
No ano seguinte, 2006, além de Anthony Garotinho (homenageado por cinco escolas de samba, já citadas em outro capítulo), foram homenageados, a presidente da Casa Amigos da Solidariedade, Fátima Castro; a ex-secretária de Ação Social Fátima Beiruth e o vereador Alciones de Rio Preto.
Esse ano, não houve nenhum samba em homenagem a políticos. O destaque foi dado a dois homens do alto escalão da prefeitura: o secretário de comunicação, Roberto Barbosa (que usou o artifício de ver sua obra literária como enredo da escola) e o presidente da Fundação Teatro Trianon, Nilson Maria, que é homem ligado ao carnaval de Campos, por ter sido presidente da AESC e radialista, que sempre abriu oportunidade para que a comunidade carnavalesca tivesse voz no rádio, mas usou o artifício de indicar os supostos colaboradores da escola, que deveriam assinar um “Livro de Ouro”.
O prefeito de São Fidélis, Davi Loureiro, que também participou porque a União da Esperança resolveu colocar como enredo à cidade de São Fidélis. Não se sabe o valor da contrapartida financeira. A quantidade de pessoas da comunidade que receberam sambas em sua homenagem chamou a atenção: Zé 21 (carnavalesco), Olavinho (comerciante e candidato a vereador) e Jorge Ferreira Lobo (comerciante e torcedor do Goytacaz).
Mas, ao findar o carnaval, vimos com tristes olhos dois fatos que nos chamaram a atenção. O primeiro foi em relação a um possível enredo para o costureiro Nelcimar Pires, que conquistou por cinco vezes consecutivas o prêmio máximo de desfile de fantasias do Hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro e o segundo em relação a Amigos da Farra, que pintou e mandou distribuir pela cidade faixas, mostrando que o enredo de sua escola em 2008 será o médico e diretor da faculdade Estácio de Sá, o médico Paulo Hirano.
A impressão que se tem, depois de dias e mais dias de reuniões e discussões de pauta, votações e escolhas da Carta de Intenções, realizada por conta do Congresso de Cultura, realizado no Palácio da Cultura, em setembro do ano passado, é de que tudo o que foi discutido naquele momento “entrou por um ouvido, e saiu pelo outro”, frustrando as pessoas que lá estiveram. Nada do que foi discutido foi posto em prática e os enredos com temas políticos continuam a fazer parte da pauta de intenções e são ponto importante na questão da homologação e criação de um regulamento que norteasse o carnaval campista a voltar para os trilhos da cultura. Mas não foi o que se viu. Não é o que se vê.
Se por um lado a Fundação Teatro Trianon mostrou pulso firme para dar ao carnaval de Campos uma cara nova, por outro alguns sambistas, que “acham” que sabem mais do que “quem quer que seja”, resolveram fazer “ouvidos de mercador” e não leram e muito menos contribuíram para que o carnaval de 2007 fosse brilhante.
Carros maiores do que a avenida e baterias de “aluguel” foram a tônica desse carnaval. Os problemas com fantasias de última hora, tão comuns nos últimos instantes de uma escola entrar na avenida, não aconteceram. Os destaques, deram um show de pontualidade.
Em meio a tudo isso fica a dúvida: teria sido melhor entrar na avenida sem fantasia, ou não ter comparecido para desfilar e ser desclassificada? Por que apenas uma escola não resolveu comparecer ao desfile e não deu nenhuma satisfação à coordenação geral do carnaval? Como é possível que a prefeitura de Campos liberasse quase R$ 600 mil (seiscentos mil reais) às vésperas do desfile, quando as escolas já estavam em fase de acabamento dos seus veículos? De que adiantaria essa verba em hora tão tardia? Será que se a prefeitura tivesse liberado essa verba há 45 ou 60 dias, antes do carnaval, a Madureira do Turfe não teria desfilado?
Conjecturas à parte, o fato é que do jeito que a situação está, o carnaval de Campos está realmente fadado a entrar na contra-mão da história. Ou cair num abismo sem fim.
Mas de quem é a culpa? Culpa do carnavalesco ou do diretor da escola, que é cabo eleitoral (“amigo”) deste ou daquele político? Ou a culpa é do político que financia, mas quer ter retorno do investimento?
Acredito que a melhor resposta para as conjecturas acima e a culpabilidade de tudo isso é de ambos, diretores e carnavalescos de um lado e políticos de outro.
Aos políticos cabe, tão somente, executar e gerir as verbas públicas (executivo) e fiscalizar os anteriores (legislativo), criando obras e projetos públicos que dêem condições para que o povo tenha melhoria da qualidade de vida. Qualidade de vida, entre outras coisas, significa projetos de qualidade na educação, saúde, saneamento e esgotamento sanitário, obras, transportes, empregos e projetos sociais. Projetos esses que cubram as falhas administrativas, no que diz respeito à falta de empregos e moradias de qualidade em Campos dos Goytacazes, já que o município se ressente de alguns problemas, como a quantidade de pessoas que moram em áreas de risco e quando chove, e o Rio Paraíba se enche, ficam desabrigadas.
Por outro lado, também é culpa de gente como os diretores e carnavalescos das escolas que, sabendo dos problemas que a sociedade enfrenta com o tráfico de drogas e a violência, não cria projetos sociais para incentivar e dar às crianças e adolescentes uma oportunidade de aprender algo que lhes seja útil para ganharem à vida e sobreviverem, como algo que está em seu sangue e é um dom que vem de berço, o samba.
Quantas vezes já vimos pela televisão, demonstrações de apresentações das escolas de samba do Rio de Janeiro, por outras cidades fluminenses, até mesmo em eventos sociais de grande porte. Além disso, se as escolas (veja diretores e carnavalescos), tivessem vida durante o ano inteiro, criando festas, bailes e outros eventos, as escolas de samba teriam verbas para suprir os custos de compras de materiais para criar suas fantasias, alegorias, adereços e carros alegóricos.
Queremos acreditar que o projeto criado pelo vereador Geraldo Venâncio possa vir de encontro aos anseios de pessoas que se opõem a essa enxurrada de sambas cujo teor é o marketing político. Queremos acreditar que esse projeto (o do vereador), possa vir dar uma luz à mente de quem dirige as escolas de samba e às entidades que dirigem os destinos das escolas, dando-lhes suporte para criar outros tipos de enredos, como os históricos e culturais, já que o município tem um vasto manancial de assuntos que poderiam servir de enredo para as escolas de samba.
Se as escolas não quiserem se adequar a esse tipo de tema, façam ao menos como Caprichosos de Pilares, do Rio de Janeiro - enveredem pelo sarcasmo, pela crítica como forma de mostrar e dar um novo enfoque aos desfiles, tornando-se verdadeiras óperas populares, fugindo desse marketing político, que tão mal faz ao nosso carnaval.
Esperamos também que os políticos cumpram apenas com a sua obrigação e deixem de ser a “galinha dos ovos de ouro” das escolas de samba. Que fujam dessa atitude non-sense e dessa vontade de usar o carnaval como um palanque político-eleitoral, para que amanhã, ou depois, tenhamos de voltar com esse mesmo tema, atualizando apenas quais serão os novos políticos, ou homens da comunidade, que serão temas de sambas-enredo.

11 - CITAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS

“Memória do Carnaval” (Oficina do Livro, Rio de Janeiro, 1991) in Soares (p.106)
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BAHIA, Juarez. “Jornal, História e Técnica”, Editora IBRASA, São Paulo: 1972.
BARBOSA, Ruy, “A imprensa e o dever da verdade”, Edição do Autor, 1941.
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DEBORD, Guy, “A sociedade do espetáculo”, Rio de Janeiro: Contraponto, 1997.
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FIGUEIREDO, Ney Lima, “Jogando para ganhar –Marketing político, verdade e mito”, Geração Editorial, São Paulo, 1994.
FOUCAULT, Michel, “Foulcault revoluciona a história”, in VEYNE, Paul, “Como se escreve a história”, Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1998.
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LAMEGO, Alberto Ribeiro, “O Homem e o Brejo”, Editora Lidador, 1974.
LE GOFF, Jacques, “História e Memória”, Editora Unicamp, Campinas, 2003.
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PANZARINI, Bruna; ANTONELLI, Marília, “Folia camuflada: o samba-enredo como cabo eleitoral”, São Paulo: Anuário UNESCO/UMESP, 1977.
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VEYNE, Paul, “Como se escreve a história”, Editora UnB, Brasília, 1998.

12 - ANEXOS

A seguir apresentamos as letras de alguns sambas-enredos considerados antológicos pelos diferentes segmentos carnavalescos da cidade. A partir dessas preciosidades, podemos fazer um contraponto com os sambas feitos por encomenda para políticos que, na maioria das vezes, não possui uma história de vida que justifique tais homenagens.

12.1 - Letras dos sambas (1975 – 1992)

EXALTAÇÃO AO CARNAVAL DO RIO
Letra e Música: Lord Tomatão
Dagval Tavares de Brito

Rio de Janeiro, cidade maravilhosa
Eterna capital do samba
A Onça apresenta em versos e prosa
Cidade de São Sebastião
Abençoada pelo Cristo Redentor
Onde o seu povo em total descontração
Transmite alegria, paz e amor
Sua excelência o samba
Pedimos licença para nos apresentar lá lá lá
Corra meu povo para a avenida
O espetáculo vai começar, vai começar
Do Estácio vem São Carlos
Lá do Morro vem Madureira
De Ramos, a Imperatriz
Vila Isabel vem dizendo no pé
União da Ilha com muito amor
De Nilópolis, a famosa Beija Flor
Contagiando a platéia
Com seu ritmo quente
Lá vem a Mocidade Independente

Aos bambas que já se foram (Refrão)
Nossa homenagem sentida
Vocês tem lugar cativo
Em qualquer parte de nossa avenida


DA MAGIA DA ALEGRIA AO PASSO DA DANÇA
Samba enredo de Aloir Figueiredo
Wellington Nunes

Abro meu coração para o povo
Olha eu aí de novo com amor
E juntinho com você a minha emoção
Exaltar as maravilhas com Unidos do Capão
Venha você também (Ó venha você também)
Pra magia nos passos da dança
Vista a fantasia, acerte o passo
Que anuncia o mestre-sala em harmonia
Baila bailarina
Baila pelo ar
Hoje na avenida
Seu bailado é sambar (Bis)

Na terra natal (Na terra natal)
O jongo se faz presente
Veja nossa gafieira
Ginga e a malandragem da Capoeira
E o frevo e o maracatu
Em destaque a chimarrita lá do sul
O balé surgiu na França
Mas meu Brasil é a explosão da dança

Amarriê, Anavan e Amarriê
ô ô ô! Frente ao par e balance
E o balance embalança o Capão
Pou! Pou! Pou! Viva São João


VISÃO ESPETACULAR DO TUDO QUE É NADA
Autor: Wellington Nunes

Coisa linda
É esse nosso carnaval
E a Mocidade tão querida
Vêm convocar o pessoal

Pra cantar, sambar e encantar
Nesse cortejo, que beleza os orixás (Bis)

É hoje, é hoje, é hoje
Que o mestre vem mostrar
A religião que o negro criou
Pro bem ele valorizou
Sem distinção de cor
De raça ou Nação
No mundo evoluiu
Que maravilha em Canção
Bailar com a imaginação

Ser sonhador... ô ô ô
Venha com fé, venha com fé
Pra festejar nessa folia (Bis)
O candomblé


DA CARRUAGEM ENCANTADA À LITERATURA DE CORDEL
Autoria de Gordiano e Garotinho (prefeito)

Artes e festas
Os Indigentes vieram lhe apresentar
Mulher rendeira, mulher renda
Toca viola, o ga cho
Pra nós dançar (Bis)

Festa da uva, churrasco de montão
Tem pipa formando vinho
Caneco de mão em mão (Bis)

Vou dançar maracatu
Com a calunga vou ficar
Até o dia clarear
Cambinada Velha, Estrela Brilhante
Leão Coroado e o famoso Elefante
Leão Coroado e o famoso Elefante
Prá citar um grande mestre
Ceramista sim senhor
É só falar em Vitalino
Que nessa arte
Será sempre professor

E as cavalhadas
Que herdei de Portugal
Cristão combatendo Mouro
O bem sempre vence o mal

União da Esperança, Mocidade etc. e tal
Junto aos blocos de samba
Dão mais colorido ao carnaval
Mangueira, Salgueiro, venha ouvir a paradinha
Que identifica a Mocidade Independente


CRIOULA, A FEITICEIRA MULHER
Autor: Celinho e Luiz Alves

Eu vou, eu vou, eu vou
De verde-e-branco
Me divertir de alegria
Já é noite e tem magia
Quero viver de ilusão
Crioula a feiticeira
És linda mulher
A arte e a cultura
Hoje é samba no pé

Vindo de terras tão distantes
O negro muito amante
Com suas crenças aqui chegou o o o
Era noite, era dia
Nos sertões da Bahia
Seus costumes implantou

O Maracatu, Maculelê e Candomblé
A senzala está em festa
Só não dança quem não quer
Chica da Silva
Chica da Silva, a bela escrava
Que se transformou pelo amor
Negro chorava de alegria
Quando a princesa a Lei Áurea assinou

E hoje pagode
Que é sucesso atual
Com o estilo bem gostoso
Formando o fundo de quintal
Eu vou...


ACONTECEU NO BOULEVARD
Autor: Toninho, Marquinhos Grande e Silvinho Feidth

Louca é a explosão do samba
E “Os Psicolélicos” vêm contar
O que aconteceu no Boulevard

Lá vem o bonde, vem descendo a praça
Lá vem o corso envolvendo à massa
E a bandinha que arrasta a multidão
Hoje é a “Furiosa” nota dez do folião

Vem meu amor
Neste desfile de gigantes
Hoje sou o Pierrot
Tu és a Colombina mais brilhante
O “Os Psicodélicos” ternamente


O CÉU DE ORESTES NUM CHÃO DE ESTRELAS
Autor: Climeraldo

Vem, vem meu amor (vem amor)
Com sua simpatia
Hoje o Turf alegremente vem cantar
Com toda euforia

Volta novamente à avenida
Esta escola tão querida
E com o povo vem cantar
Este tema fascinante
Que é uma homenagem vibrante
A um grande mestre da música popular

Orestes Barbosa
Jornalista, poeta e escritor
Belas páginas musicais ele escreveu
E o mundo inteiro cantou

A mulher ficou na taça
Companheiro violão
Vestindo de lágrimas
São as mais belas
Páginas de nossa canção

E o nosso poeta imortalizou
No coração de todo povo brasileiro
O seu Chão de Estrelas
Que hoje é hino de todo seresteiro

Vem amor...


IRACEMA
Autor: Climaco

Viajando pelas densas matas virgens
Violamos os segredos de Jurema
Entre suas lendas e belas histórias
Destacamos os amores de Iracema

A virgem dos lábios de mel ô ô ô
Que fora prometida ao deus Tupã
Era a mais bela da raça Tupi
E fora oferecida por Iuparã”.

Porém um dia um branco guerreiro
Apareceu na Tabajara
Conquistou o coração
Da mais bela potiguara
E aquele amor floresceu
Ela morreu, Olé, olé, olé, olê, olá

O Cacique engalanado
Hoje vem apresentar
Iracema de José de Alencar. (Refrão)


DA MORDOMIA À FAVELA ...QUE SE EXPLODA
Autor: Juca Nogueira e Edivan Medeiros

Neste ritmo quente
Sacudindo este povão (este povão)
Unidos de Eldorado
Brilha na avenida
E estoura a boca do balão

O pobre explode na favela
Na esperança de melhorar
Sem riqueza e mordomia
Esperando por justiça
Para um dia triunfar

Diz o dito popular
Filho de rico é bacana
O pobre é ladrão
Não dá para agüentar
Tanta discriminação

E hoje
O homem branco chegou...
E o índio sem o verde das matas
Seu escravo se tornou

Mulata linda
Seu gingado é genial
Desce a favela
E vem brincar o Carnaval


ÉPOCAS DE OURO
Autor: Jorge Luiz Soares (Bambu)

Recordando o que ficou em minha mente
Me senti criança outra vez
Fascinado em meu sonho encontrei
A carruagem e pensei que eu fosse rei

Antigamente era mais fácil
Tinha fartura de montão (de montão)
Oh! Que saudades de Juscelino
Fundou Brasília, a capital desta nação

As grandes sociedades
Com Pierrot e Colombina
Colorindo a passarela
De confetes e serpentina (Bis)

O teatro de revista
Também já teve o seu lugar (seu lugar)
Carlos Machado e Valter Pinto
Os reis da noite que a ribalta viu brilhar.

No Cassino da Urca
As noites do meu Rio eram tradições
Onde tudo se arriscava
Mas deste jogo só restou a ilusão.

Deixa pra lá. Deixa pra lá
Hoje a roleta vai girar – vai girar
E o meu BRUC na avenida
Com “Épocas de Ouro” a festa vai começar.


REMINISCÊNCIA DE UM DOMINGO DE CARNAVAL
Samba-enredo de Bambu e Grácio de Abreu

Abraçado com pierrot e colombina
Tudo me fascina, ninguém vai me segurar
Quero me perder nesta folia
Extravasar minha alegria nos três dias sem parar.

A saudade dói, deixa emoção
E o amor vagueia em meu coração. (Bis)

Domingo é um dia especial
Nosso carnaval vamos recordar
Zé Pereira em destaque com seu bumbo
Contagia todo mundo de maneira original
Sambando e cantando no compasso
Blocos de sujos, mascarados de montão
Bonecas, bois pintadinhos e burrinhas
Naquele tempo não havia inflação.

Hoje estou feliz e também sou folião
Vou brincar no Ás de Ouro
Num palco de ilusão.


A SORTE ESTÁ LANÇADA, FAÇAM O JOGO
Autor: Waldo Pessanha

Encantada beleza e magia
O Ás de Ouro vem sambar
Neste carnaval de alegria.

A sorte está lançada
Façam o jogo, a roleta vai girar
A dama de preto marcou treze com fé
Não teve sorte ao voltar do toalete
O banqueiro já dizia: “Deu vermelho vinte e sete”.

Na loteria não fui feliz
Na bicharada joguei cobra, deu leão
Carteado da Urca até houve confusão
Todos lá eram malandros
Tinham vinte e um na mão.

A cigana me enganou
Com dama, valete e rei
Sou peixe sim
Com aquário eu me criei.

Tudo é superstição, pé de coelho eu vou usar
Defumar a minha casa pra tirar o meu azar. ( Bis)

Consultei a cartomante
E a bola de cristal
Joguei ronda e pif-paf
Perdi tudo, me dei mal.

Sexta-feira treze, Ave-Maria
Vou benzer meu patuá
No terreiro de mandinga
Vou pedir aos orixás
Proteção pra me ajudar Encanto... (Bis)


MERGULHO NA ILUSÃO
Autor: Waldo Pessanha

É fevereiro, é domingo, é carnaval...
A Lapa engalanada na Avenida principal. (Bis)

O ururau vem chegando agora
No mundo da imaginação...imaginação
Neste palco encantado... encantado
Apresentando “Mergulho na Ilusão”

Navegando, navegando eu vou,
Seguindo meu destino
Sorte e fortuna a procurar
Eu vou jogar na roleta da vida
Num cassino flutuante
Sobre as ondas do mar

Lá vou eu ver sereia a cantar
No amanhecer no Ano Novo
Sob o clarão do luar
Oh! Meu amor, a sua beleza
Fantasiou o meu sonho de emoção
Tenho esperança de encontrar felicidade
E a deusa que enfeitiçou meu coração

É fevereiro, é domingo, é domingo
A Lapa engalanada na Avenida principal. (Bis)

Como é sublime ver as baianas a sambar
Na arquibancada a platéia a delirar
E os poetas, sambistas e compositores
Extravasando alegria nos braços de seus amores (Bis)

O desfile vai terminar
Lágrimas pelo chão vão correr... vão correr...
Porque está chegando a hora
O Ururau já vai embora e o dia vai amanhecer

Bailando sobre a passarela como os astros
Brilham lá no céu, neste dia de folia
Os Psicodélicos vêm mostrar
Bahia, encanto e magia

Mas como é lindo
O ritual do lava pé N
A escadaria do Bonfim
Seus filhos pedindo ache

E a Bahia
Com seus compositores tradicionais
Sua lagoa encantada
E seus ricos coqueirais
Itapoã, com seus encantos mil
De Castro Alves a Caymmi
Enaltecem
A cultura do Brasil

E lá na feira
Pregoeiro a gritar
Olha o vatapá e acarajá
Quem vai comprar bailando...


APOLOGIA ÀS RAIZES
Autor: Rubens Pereira e Neguinho

Oh! Tia Maria
Eu lhe exalto e agradeço
Obrigado pela sombra do arvoredo
Em seu terreiro que me serviu de berço
Sou União da esperança
Eu sou Exaltando as raízes vou

Exaltando a nossa planície verdejante
E o solo fértil que a natureza nos legou
O branco aqui chegou, tirou o índio
Trouxe o negro que canaviais plantou

O negro cortou cana
E encheu o carro de boi
Ficou livre, mas não soube
Pra onde o lucro foi (Bis)

Hoje sem chibatas, sem ofensas
Vem mantendo seus costumes
Seu folclore e suas crenças
É a raiz esta raça guerreira
E o braço direito
Da lavoura açucareira

Eu vou Cantando poesia
Enraizando a avenida
Em forma de apologia
(Oh! Tia Maria)


O CIRCO – G.R.E.S ARRASTÃO - (IPATINGA- MG)
Autor: Francisquinho Caldas

Nesta noite encantada
Sou eterno sonhador
Me perco nesta folia
Fantasiado de amor

O circo chegou
Trazendo animação
O mágico traz na cartola
A mais bonita ilusão

Malabaristas, trapezistas voador
O grande equilibrista
E o famoso domador

Diante da platéia
Homens brincam com a sorte
Fazendo piruetas
No globo da morte

Vedetes maravilhosos
Vão fazendo exibição
O circo é o tema
Que apresenta o Arrastão

Olha aí o palhaço
Venham todos à vida
Trazendo alegria a você (Bis)


QUE MARAVILHA, A TROUPE CHEGOU
AUTORES: Jorge da Paz Almeida e Francisquinho Caldas

O gira o mundo pelo mundo eu girei
Alegrando a meninada
Nos lugares que passei

Mais uma vez nesta avenida iluminada
Os Psicodélicos vêm mostrar
Projetando como em tela de cinema
Tendo o circo como tema

Para o povo sorrir, para o povo cantar ô ô laia
Para alegrar a multidão
Pois o mundo é um teatro
O circo uma derivação

O gira o mundo
Pelo mundo eu girei
Alegrando a meninada
Nos lugares que passei

Chora palhaço
Surpreende o povo na avenida
Pois fazer sorrir sempre foi
A nobre missão da sua vida
Tem globo da morte
Trapezistas que fascina
Drama triste e pantomima
Tudo isso e muito mais

A troupe chegou
Trazendo alegria
Que a todos contagia
E não se esquece jamais


AGORA SE VÊ MELHOR
AUTOR: Francisquinho Caldas

Eu quero quero
Me banhar de alegria
Me vestir de poesia
Pintar meu interior
E ser o brilho
Dos olhos do meu amor

Agora se vê melhor
No meu Brasil oh! Que beleza
Ser a chuva que fecunda
O ventre da natureza.

Nos esportes passa a bola
Entro dentro do balão
Nas asas da liberdade
Voa minha ilusão.

A abertura pinta no vídeo
Está tudo liberado
Por favor me deixa o tubo
Estava certo ou errado.

Com Os Psicodélicos
Solto a minha emoção
Vivo um sonho de criança
Cheio de fascinação

Tá dando um ti ti ti
De quina pra lua
Será que a mocinha
Já era ou continua


LICEU CENTENÁRIO
Autor: Jorge da Paz Almeida, Silvio Feidth e Manoel Tancredo

Abre-se as cortinas da cultura
Ciências e Literatura
Para a Mocidade homenagear
Cem anos deste grande educandário
Verdadeiro relicário
Que o samba vem saudar. (Bis)

Mil oitocentos e oitenta
Vinte e dois de novembro
Em sublime inspiração
João Marcelino de Souza Gonzaga
Dava a palavra final
O decreto dois mil oitocentos e três
Criava este pólo educacional. (Bis)

Secular a luminosa trajetória
Pelo muito que nos deu
Deixe eu cantar a sua História
Oh! Liceu, Liceu, Liceu.

De Cândido Lacerda a Marilda
Grandes vultos se destacaram
Plasmando caracteres
Muitas vidas e destinos se moldaram
Jornalistas, poetas e escritores
Grandes mestres, verdadeiros lumiares
E um grande presidente da República
Nasceram em seus bancos escolares

A cidade está em festa
O Liceu faz cem anos
Parabéns, felicidades
É o que lhe desejamos. ( Bis)


1980 – ESCOLA DE SAMBA TEIMOSO DO I.P.S.

O rei mandou, o povo festejar
Roda baiana, O TEIMOSO vai girar

O índio com estandarte na mão
Mostrava sua nobreza
Beleza e arte aos foliões
No solo deste torrão

Neste país tropical
A vida tem sabor
Verde e amarela
E a mulata
È rainha do meu carnaval
É a rainha do meu carnaval

Eu quero, quero
Quero alegria Julivette continua
Dando show de fantasia

Um rio de lágrimas rolou Ô ô ô
E o poeta fez um mar de poesia
Caiu no samba com muita euforia

E o Pierrout
Apaixonado chorou
Quando viu a colombina
Jogando confeti e serpentina
Nos braços de seu novo amor Ô ô ô
Nos braços de seu novo amor

Como será
Como será o passageiro da ilusão
E o futuro da menina já caiu,
Caiu, caiu
E ninguém viu
Já tem presença marcada
Com a fita marcada
Na era do ano 2000.


1980 – ESCOLA DE SAMBA UNIDOS DA CEDAE

Contagiar, contagiar
A CEDAE também faz parte
Daquele tema popular

Quando era uma vila
Um grande nome se destacou
Pedro Velho Barreto
O primeiro administrador
Ao passar dos tempos
O sonho tornou-se realidade
Da elevação de vila
A categoria da cidade

José Alves Rangel
Nome marcado pela história local
Como presidente
Daquela Câmara Municipal

A pescadinha, camarão e cação
São as principais pescas da região BIS

A produção de açúcar
A tecelagem e tecnologia nuclear
A Imprensa escrita
Não podemos deixar de citar
O Fórum com seu poder de tradição
Festa do padroeiro
Com uma linda procissão
Leva bastante romeiros
Na terra do conhaque de alcatrão

A festa do laço a Mana Chica e sete passos
O bando a cavalhada
Sou um rei vivo reizoando

Lugar de gente famosa
Narcisa Amália
Autora fabulosa
Vou cantar com muita garra
Sacudindo o povo de São João da Barra

Mandioca e abacaxi
Pecuária e outras coisas mais
Como era lindo
Seus antigos carnavais

(E que visual)
Carnaval atual
Me transborda e alegria
Tem Congo e Chinês
Com luxuosas fantasias

O sol esquentou
O calor esta de rachar
Os turistas estão partindo
Pra lá veranear.


1981 - VISÃO ESPETACULAR DO TUDO QUE É NADA
Escola: Mocidade Louca
Autor: Wellington Nunes
Enredo: Roney

“Coisa linda
É esse nosso carnaval
E a mocidade tão querida
Vem convocar o pessoal”

Pra cantar, sambar e encantar
Nesse cortejo, que beleza dos orixás.

È hoje, é hoje
Que o mestre vem mostrar
Religião que negro criou
Pro bem ele valorizou sem distinção de cor
De raça ou nação
O mundo evoluiu que maravilha em Canção
Bailar com imaginação

Ser sonhador... ÔÔ..
Venha com fé, venha com fé
Prá festejar nessa folia
O candomblé.


1982 – GRÊMIO RECREATIVO BLOCO DE SAMBA OS PSICODÉLICOS
“Que maravilha a Troupe chegou”
Autor – Jorge da Paz Almeida
Francisco Pereira Caldas

O gira mundo
Pelo mundo eu girei
Alegrando a meninada
Nos lugares que passei

Mais uma vez nesta avenida iluminada
Os Psicodélicos vem mostrar
Projetando como em tela de cinema
Tendo o circo como tema

Para o povo sorrir para o povo cantar ôô laiá
Para alegrar a multidão
Pois o mundo é um teatro
O circo uma derivação

O gira o mundo
Pelo o mundo eu girei
Alegrando a meninada
Nos lugares que passei

Chora o palhaço
Surpreende o povo na avenida
Pois fazer sorrir sempre foi
A nobre missão da sua vida

Tem globo da morte
Trapezista que fascina
Drama triste e pantomina
Tudo isto muito mais

A troupe chegou
Trazendo alegrias
Que a todos contagia
E não se esquece jamais.

12.2 – Homenagem aos Políticos

1998 – ESCOLA DE SAMBA AMIGOS DA FARRA
Político Homenageado Anthony Garotinho
Tema – Nossa gente, Nossa História
Compositores - Grácio Abreu, Paulo Baptista, Bolão
Interprete – Grácio Abreu

Todos Cantam, Todos Dançam
De alegria
È a volta da Farra
Ao mundo da folia
O artista relendo o livro da memória
Apresenta Nossa gente, Nossa História

Nilo Peçanha
Menino de palavra vindo do interior
Foi aluno do Liceu
Na faculdade se formou
Inovou seu pensamento
Seu sonho se realizou
Ao passar do tempo
Tudo se modificou
De Bacharel a Advogado
Governador a senador
Ele se consagrou

Bravo guerreiro
A luta não foi em vão
Nilo Peçanha é Campos
Na história da Nação

Na Presidência da republica
Agradou ao povo trabalhador
Com a sua inteligência
Também foi embaixador

Em sua vida
Teve um exemplo ideal
Foi José do Patrocínio
Este personagem imortal

Hoje a história continua
Não podemos esquecer
Do livro de cordel
A luta de tostão contra o milhão
Este jovem de cultura
Anthony Matheus com a sua literatura
Brilha uma estrela no infinito
Nesse lindo céu azul
Professores e alunos agradecem
À diretora Agilda Macabu.


2000 – ESCOLA DE SAMBA ÁS DE OURO
Político Homenageado Arnaldo Viana
Tema – Ontem, Hoje e sempre Arnaldo Vianna
Compositor- Bambu
Interprete – Vado do Pagode

Ontem hoje e sempre
Arnaldo Vianna é você
Essa pessoa especial
Nossa escola mostra esse carnaval
Quem não se lembra do menino
Quando estudava no Liceu
Tornou-se grande liderança
Estudantil
Muitos desafios venceu

Amante da pescaria
Do samba e do mengão
Receba Arnaldo um beijo no seu coração (Bis)

E assim ele chegou a faculdade
Mantendo sua humildade
Em medicina se formou
Dirigiu dois grandes hospitais
E um clube de animais também gerenciou
Ai então Garotinho o convidou ô ô
Debutando na política
Se elegeu vereador
Agora com total capacidade
Ele é o prefeito da cidade
Fazendo o povo carente feliz

As mãos que embalam
São mãos que acalmam
O povo te adora o povo te ama
Seu lema é trabalho mantém essa chama
Lá vem às de Ouro com Arnaldo Vianna.


2001 – BLOCO RECREATIVO UNIDOS DO CAPÃO
Político Homenageado – João Peixoto
Tema - “As 1001 fases de um simples lavrador que em xeque (sic) se transformou”
Autores - Ricardo Mendonça, Luciano do Cavaco, Zé Pinto e Jorginho do Pagode.

O menino lavrador imaginou
um dia ser xeque
outras metas alcançou
mas aquele sonho de outrora
o BRUC realiza agora.

Oh meu Unidos do Capão
Veja que bela trajetória
Desse vascaíno que curte um
Choppinnho
Com os amigos da velha guarda.

Força, garra e determinação
Norteiam sua vida
Com responsabilidade e confiança
Conquistou a população.

O garoto operário da terra
Foi camelô, taxista, vereador,
Hoje é príncipe da Assembléia
É um vencedor!

Venham odaliscas, venham sultões,
O castelo de riquezas está em festa
Prestando homenagem na folia
A João Peixoto, esse xeque lutador.


2001 – ESCOLA DE SAMBA OS PSICODÉLICOS
Político Homenageado - Anthony Garotinho
Tema - “Quem sabe faz a hora” (Homenagem ao Governador Anthony Garotinho)
Autores - Toninho Shita, Markinho Grande e Adalto Sepúlveda

Nos braços de um povo
Que tanta te ama
O defensor do proletário
Um menino predestinado
Que nasceu na Lapa e acendeu a chama
Guerreiro, guardião desta planície
Junto aos amigos do Liceu de Humanidades
Na arte e na cultura, buscando novas rimas
Mudou Campos, por amor a esta cidade.

Na paixão que foi buscar, Rosinha
Ela vai perpetuar, com o seu carinho
O verdadeiro amigo das donas-de-casa Bis
De coração a coração, fala
Garotinho.

“O jovem”
O jovem triunfou
De narrador de futebol a governador
Ao lado da primeira dama
O realizador
Todo o Estado canta agora
Foi deputado estadual
Melhor prefeito do Brasil
Quem sabe faz a hora.

Ele é um rio que corre pro mar
Canta Morrinho
Que Os Psicodélicos, amor Refrão
É Garotinho.


2002 – BLOCO RECREATIVO UNIDOS DO CAPÃO
Político Homenageado – Toninho Viana
Tema - “Um sonho antepassado que virou realidade – Vereador Toninho Viana”
Autores - Babal, Jefferson e Alessandra
Intérpretes - Nelbinho, Juninho e Felipe

De verde e branco
O Capão quer te ver passar Bis
Parabéns Toninho Viana
Sua história vou contar.

No Liceu de Humanidades
Onde ainda menino estudou
Seguindo os passos do seu pai
Com dignidade homem público se tornou

Campeão de votos na Baixada
Adorado por todo esse povão
Junto Arnaldo Vianna
Nossa Campos agradece
Beijo no seu coração

Torcedor do Americano
E também do famoso “mengão”
O seu “hobby” é fazer sauna
Desfilar contente no querido “Sapatão”

Roda, gira baiana
Nosso BRUC vem aí
Exaltar Toninho Viana
Nosso enredo é esse aí.

Essa semente
Essa semente criou fruto amor,
Criou sim, Senhor, ô sim Senhor Bis
Esse sonho tão sonhado do seu pai
Se realizou.


2002 – ESCOLA DE SAMBA AMIGOS DA FARRA
Político Homenageado Paulo Albernaz
Tema - “Nosso Paulo Albernaz”
Autor - Fábio Guilherme

Tem história que tem político
Tem político que faz a história
É um dom, sapiência é alegria de viver
Trilhar nos outros seu caminho sua memória

Paulo Albernaz
Hoje o passe livre é pra você
A minha escola te convida
Pra essa farra
O mestre-sala
É a bandeira do saber.

No jogo da vida
Explosão de fé e amor
Goyta-Fla-Municipal
Ganha um grande torcedor
Salve os amigos
Renato, Chebabe, Virgílio e tantos
De coração hoje te homenageando
Acreditar na humanidade
É ter certeza de um dia melhor
O homem com sua capacidade
Transforma o mundo quando tem dignidade

Pra frente a vida
Eu quero é mais
Igualdade social
Liberdade e paz.



2002 - ARNALDO VIANNA – CORAÇÕES UNIDOS
“Corações Unidos – Faz a festa com Arnaldo Vianna nos braços do povo”
Autores: Wanderley Brasília, Wandreux Muniz, Demerval, Luciano do Cavaco e Rita
Intérprete: Jorginho do Pagode

Com Arnaldo Vianna eu vou
E canto com emoção (emoção)
Bate forte bateria
Levando esta canção

Na escala zodiacal
Sob o signo de Escorpião
Amigo e carinhoso
Forte como leão.

Foi estudante do Liceu
Na faculdade de Medicina se formou
Hoje olha pelos filhos seus
E por Campos que sempre amou.

Gosta do Kenneel e a pescaria é seu “hobby”
É Rio Branco e “Mengão” e Carnaval
Corações Unidos de sangue novo
Com Arnaldo Vianna nos braços do povo

Mas o tempo lhe compensou
Como médico o povo aplaudiu
E como político
“O Melhor Prefeito do Brasil”

Explode coração
Radiante de alegria
Sou Corações Unidos
Embalando essa folia


2002 - PAULO FEIJÓ – AMIGOS DA FARRA
Venham ver, quem ainda não viu
O samba do nosso querido Brasil
Venham ver.

Vem, vem, vem farrear
Amigo Paulo Feijó.

Paulo Feijó,
chegou, chegou,
E o povo consagrou,
É a luz, é a luz...
É a luz que nos conduz
Para o futuro promissor.

Recuou
Recuou, recuou,
Um grito ecoou no Brasil,
Nasceu Paulo Fernando Feijó
A humildade é seu perfil,
Fruto de talento e amor,
Oh! Madalena abençoada,
Toda Campos canta em seu louvor.

Lá vem a locomotiva,
Paulo Feijó vem aí,
É o presente consciente
Que o povo vai seguir.

Guerreiro!
Guerreiro, menino,
Com projetos de valor,
Traz na força da engenharia
Um ferroviário na política nacional,
Em Brasília, Feijó se agiganta,
E Os Amigos da Farra,
Faz seu carnaval.


2002 - ARIEL CHACAR – ACADÊMICO DO SAMBA
Arrebenta, Acadêmicos!
Explode coração de alegria,
São dez anos de folia
E o Acadêmicos vem comemorar,
Lá laia Ariel Chacar tem história pra contar.

Novamente!
Novamente, vem nos braços de um povo
Só vai dar ele de novo nesse enredo genial,
Sincero, honesto e trabalhador,
Hoje na avenida mostra o seu real valor.
És um homem contemplado de glórias,
No mundo do samba sua fama então chegou.
Na presidência do Ururau,
Em escola de samba, o bloco se transformou,
Na Lapa até hoje é lembrado,
O pentacampeonato que ele conquistou.

E aí!
Ô e aí!
Eu falei: quero ouvir!
Com simplicidade e inteligência
Na política, ele se consagrou,
Sendo suplente de vereador.

Parque Aurora faz a festa,
Extravasando alegria,
Pra esse baluarte da noite campista.

E no Rio!
E no Rio de Janeiro,
No Salgueiro teve o reconhecimento,
Ganhou diploma de um grande vencedor,
Na AESC, a presidência ele chegou,
Nos Amigos da Farra,
Sua estrela foi brilhar,
Com muito orgulho
Lá foi vice-campeão,
Americano é sua vida,
Seu amor, sua paixão.


2003 – ESCOLA DE SAMBA MOCIDADE LOUCA
Político Homenageado - Ilsan Vianna e Jane Nunes
Tema - “Estrela que te quero ouro” - Homenagem para Ilsan Vianna

Aqui tem ópera no Trianon,
Trio de damas, alegria de família,
Essa é pra francê, sou profissor
Perfumando a Unidos de Nova Brasília.

As comunicações de relato social
Ela faz acontecer esse é o nosso carnaval.

Unidos de Nova Brasília!
Unidos de Nova Brasília, chegou, ô ô, ô ô,
Com muita garra, as mulheres de valor,
Nesse cenário deslumbrante,
Vamos exaltar essas damas ...
Que fazem nossa cidade prosperar!

Com o sorriso aberto, que nos traz,
Ilsan Vianna seus projetos sociais,
Despertou pela cidade,
As suas mãos sem vaidade,
Apic Coesa,
E Fundação Municipal
São fatos da vida
Para o nosso carnaval.

Na casa de Abud, faz matar sua gazete
A solidariedade é o futuro que merece,
Na casa de Abud, faz matar sua gazete
A solidariedade é o que o povo merece,

Em Campos!
Em Campos recebeu da rebeldia,
O Movimento que os Sem-Terra elaborou,
Quando a Secretaria de Planejamento,
Para não haver tragédia, se manifestou.

Ó Jane!
Jane Nunes, hoje é só amor!
Ajudou as crianças e aos carentes,
Dona Jane,
É gente da gente!


2003 – ESCOLA DE SAMBA URURAU DA LAPA
Político Homenageado: Geraldo Siqueira Pudim
Tema - “No tabuleiro da baiana tem Pudim pra Ioiô”
Autor - Waldo Pessanha
Intérpretes - Jorginho Help, Francisco do “Chuva” e Ninil

Brilhou, brilhou, brilhou
No infinito uma estrela anunciou
Ururau vem aí, com este enredo genial Bis
Pudim, ô Pudim
A Lapa te escolher para este Carnaval

A sua história vem de glórias imortais
É berço de grandes desportistas
Americano e Goytacaz
Tem amor no coração é folião dos nossos carnavais

Pudim, Pudim, Pudim
Sua política sempre verdadeira
Nesta terra se espalhou e hasteou sua bandeira Bis
E o povo já te consagrou

Estudou no Liceu de Humanidades
Seu grande sonho é um dia ser Prefeito
Esse aluno de Direito, defensor da liberdade,
Amante dos livros de Jorge Amado Bis
Hoje nesta noite de alegria
No Ururau vem desfilar
Neste palco iluminado.



2003 – ESCOLA DE SAMBA URURAU DA LAPA
Político Homenageado – Manoel da Costa
Tema - “Entre Mouros e Cristãos na cavalhada brinquei.
Sou filho da terra, sou da Baixada Goitacá”.
Autores - Silvia e Pé
Intérpretes - Ninil, Didi, Marquinho Sá e Fabinho do Cavaco.

Mac amigo é alegria
É vitorioso no que faz
Em sua terra aposto
Para Campos que sempre mais
Eu sou ... Sou Manoel Alves da Costa
Filho da terra e da Baixada Goitacá
Histórias de nossa terra
Os antigos me contaram
Que índios vorazes
Dominava a terra e mar
Eram donos desse chão
Antes da chegada dos 7 Capitães

As cavalhadas têm um brilho especial
Cristãos combatendo Mouros Bis
Na luta do bem contra o mal

Pai comerciante de valor
Dava notícias no local
Santo Amaro abençoou os seus ideais
Agradeço ao Índio e ao Negro
Suas crenças e memórias
Relembrar os seus costumes
É reviver nossa história

Hoje a Lapa canta em prosa
Elegante e orgulhosa – É Ururau
Folia é minha sina
Carrossel de alegria – Carnaval.


2004 - ALAIR CORREA – ACADÊMICOS DO CIDADE-LUZ

Ih gente,vamos encher esse santuário de riqueza
Oh Cabo Frio!
Na costa do sol, a capital
Sob as ordens do cacique Alair
Hoje postal internacional.

Vai começar tudo de novo!
Vem pro meu batuque de novo,
Sacode Acadêmicos da Cidade-Luz!

Gira roda Cabo Frio, é sol é mar,
Nessa terra sou o sal,
Alair é alairá!

Oh! Sublime!
Oh sublime natureza!
Rodada de amor e poesia,
Batucam tambores tupinambás,
Onde os tamoios faziam moradia,
E o ouro!
O ouro e as matas verdejantes,
De pau-brasil nativo, da região
É a cobiça dos piratas velejantes,
Confederando os índios da nossa nação.

Determinou!
Menelau determinou,
Então Vespúcio aportou,
Fundando a Vila Santa Helena,
E o cultivo açucareiro avançou.

Na era colonial,
O negro veio a miscigenação,
E sobre a areia de canção seu lual
A cidade surge emoldurando essa emoção,


2004 - EDILSON PEIXOTO – BOI TROVÃO – Santa Rosa
Político Homenageado – Edílson Peixoto

São 15 anos de glória,
De alegria e muito amor,
Boi Trovão hoje anuncia
Que aí vem o Trator,

Boi Trovão vem exaltar,
O povão vai aplaudir,
Desperta Campos,
Que o Trator já vem aí.

No expresso!
No expresso, do compasso da canção,
hoje vem o Boi Trovão para homenagear,
com Pai João e Mãe Maria,
o homem da engenharia,
que trabalha sem cessar,
e para Campos é o orgulho do lugar.

Oriundo da Baixada,
Sempre fez,
Sua vida pautada,
De trabalho e honradez,
Santo não foge,
Então chegou a sua vez.

Doutor Edílson Peixoto
Desde o tempo de garoto,
Já sonhava em vencer,
Foi com muita dificuldade,
Que entrou para a faculdade,
Na certeza de aprender.
Fazendo o progresso acontecer.


2004 - ARNALDO VIANNA – MOCIDADE LOUCA
Político Homenageado – Arnaldo Viana

Mais uma vez na avenida,
Minha Mocidade Louca querida!
Avante, Morrinho!

Hoje é carnaval, onde tudo é ilusão,
E de felicidade fantasiei meu coração,

Laia laia, ô ô, Laia laia ô ô,
Laia laia, Laia laia, Laia laia.

Bate o surdo, chegou a vez da Mocidade apresentar,
Os abolicionistas da planície goitacá,
Foram trazidos da Mãe África,
Onde os negros através de Navios Negreiros,
Os brancos açoitavam a liberdade,
Os índios buscavam a tranqüilidade.
Açúcar, café e algodão,
São economias que marcaram grande época,
Crenças e mitos na senzala,
Eram cultuados no quintal da casa-grande,
Os negros não perderam a esperança,
Usaram suas danças, proclamando a liberdade,

Capoeira, maculelê, jongo e maracatu, Ôôô
Cultura afro-brasileira que negro jogou de norte a sul

A planície!
A planície goitacá,
Faz uma homenagem a três grandes personalidades,
Ao poeta Carlos de Lacerda,
José do Patrocínio, tigre da abolição,
E hoje investido nas ações, nas tentativas,
E nas políticas sociais,
Arnaldo Vianna,
Cresce o Movimento Negro,
Libertando com igualdade,
Campos cresce muito mais.


2005 – ESCOLA DE SAMBA ÁS DE OURO
Político Homenageado – Rosinha Garotinho

Tema - “Do Teatro ao Palácio Guanabara: a Rosa que faz”
Autores - Fernando Lima e Hugo Leal

Vamos exaltar
a flor mais bela, quanta sedução!
Nasceu em Itaperuna
A rosa que perfuma esta canção
Foi em Campos sua infância
Desde os tempos de criança
Despertou
justiça e igualdade
Em prol de uma cidade
se entregou

A paixão pela arte surgiu
Seu canteiro de sonhos floriu
No teatro do Sesc que encontrou Refrão
O seu verdadeiro amor

Por seus ideais
Ela dedicou a sua vida
Não se intimidou
Foi nas urnas pelo povo a preferida
Mãe, primeira-dama, veio e venceu,
Governa os sonhos de quem te elegeu.
Quantos programas sociais!
Luz de um trovador
Peça de um ator, cor e paz

Eu sou Ás de Ouro
Trago esse tesouro, te esquecer, jamais
Do teatro ao Palácio Guanabara
A rosa que faz


2006 - ACADÊMICOS
Político homenageado - Fátima Beiruth

Sem preconceito, todo sexo é amor
O Acadêmico te saúda,
Com respeito e louvor.

Veio no tempo do oriente,
Sabedoria milenar,
Alma libanesa
Na planície goitacá.

E nasce...
Nasce e cresce na torrente,
Evoluiu ao estudar,
A menina que surpresa,
No piano foi brilhar.

A liberdade...
A liberdade plenamente,
Ai que vontade de gritar,
Era Época de chumbo,
Ditadura militar.

No soar de um tambor, ôôô
Numa noite de luar, áá
No Ururau da Lapa
Foi destaque em Iorubá.

E Fátima
Fátima Beiruth
Tua beleza é a fé,
Que grande lição de vida,
És o orgulho da mulher,

Oxóssi ensina a fraternidade,
Oxum, o ouro e a prosperidade,
Com a benção de Oxalá,
Proteges a terceira idade.

Sem preconceito, todo sexo é amor
Pra quem se ilumina
Todo ódio é favor
Sem preconceito, todo sexo é amor
O Acadêmico te saúda,
Com respeito e louvor.


2006 - AMIGOS DA FARRA
Político Homenageado – Jorge Picciani

Jorge Picciani é ouro,
no jubileu da Farra,
vem, abraça, me beija,
erga sua taça!

um brinde...
um brinde aos baluartes,
a Farra vai comemorar
vem com a Farra farrear,
assim nasceu a união,
da expressão popular,

hoje,
Jorge faz parte dessa história,
são 50 anos de glória,
a Farra é carnaval,

bate o surdo, eu quero ver,
o grande parlamentar e pecuarista,
exemplo de cidadão fluminense,
na escola de Ataíde Dias.

Os jovens que herdarão essa folia,
Adornada de plumas e paetês,
Bordadeiras, costureiros e figurinistas,
Trabalhou duro para tudo acontecer,

Eu realizei meu sonho,
Na saga de um grande amor ôô,
E vi um brilho em cada olhar
Só sei que aqui é meu lugar,
Com os Amigos da Farra, eu vou.


2006 - ACADÊMICOS DA CIDADE LUZ – ANTHONY GAROTINHO

Eu vou me exaltar de felicidade,
É rica jóia dessa cidade,
Que bela homenagem
Que tanto seduz,
É energia,
A minha Cidade é Luz.

Hoje...
Hoje vou recordar á á,
O índio guerreiro
Que deu origem ao meu lugar.

Valente...
Valente e forte,
Não teve sorte,
Cedeu o seu habitat,
Os Sete Capitães conseguiram dominar,
A planície goitacá.

Terra de luzes
e do tigre da abolição,
Nilo Peçanha,
foi presidente da Nação,

Na Lapa...
Na Lapa nasceu,
Uma celebridade,
Grande contista, narrador,
Poeta e compositor,
Político de verdade,

Foi no teatro,
Que conheceu o seu amor,
Melhor prefeito do Brasil
Transformou-se Governador.

O povo clama por um país diferente,
Garotinho a esperança dessa gente.


2006 - LEOPOLDINENSE – ANTHONY GAROTINHO

Sou a Leopoldinense
A sua história
Eu vou contar,
Desse guerreiro da
Planície goitacá,

Garotinho...
Garotinho,
Um sonhador,
Uma voz no infinito
Esse menino abençoou

Ele na Lapa nasceu, nasceu,
Ali se criou,
Foi no ensino,
No Liceu de Humanidades,
Aonde se consagrou.

Homem forte,
Valente, guerreiro,
Faz lembrar Nilo Peçanha
E Benta Pereira.

O guerreiro sonhou, ôô, lá ia,
Essa ovelha comandar, lá ia, lá ia,
Para o bem de nossa gente,
Eu quero ver o meu país pra frente.

Ó minha Pátria amada,
De beleza e encantos mil,
Tenho orgulho de ser brasileiro,
Quero lutar pelo meu Brasil.

Bate forte, bateria,
Eu te exalto neném nessa folia,
Bate forte, bateria,
Eu te exalto neném nessa folia,


2006 - OS INDEPENDENTES – FÁTIMA CASTRO

Ela é homem,
Ele é mulher,
Hoje vale-tudo
Tem samba no pé.

É tempo de sonhar, sonhar,
O nosso horizonte é cor de rosa
Além do arco-íris,
Vai rolar de tudo,
Beijinho na boca,
Acorda vem sambar,
Um arco-íris de energia,
Fátima Castro, nossa bandeira real,
Guerreira e sonhadora,
Vem lutando contra a discriminação,
O vírus do HIV
É sim um problema social,
Temos que rever
E abraçar com mais amor no coração.

Faça a festa, meu amor,
Proteja sim, sua paixão,

E hoje,
Hoje é só prazer,
É carnaval
E muita sensação

Bota camisinha,
Bota meu amor,
Eu quero te amar,
Amor, amor.

Deusa Íris,
A bela do nosso bem-me-quer,
Que maravilha,
Que beleza de mulher,
Os Independentes,
Fátima Castro
Vem homenagear.


2006 - OS PSICODÉLICOS – ALCIONES DE RIO PRETO

Eu sou Alciones, eu sou de Rio Preto,
Vereador que só vou desfilar
Braços abertos vou,
Pela avenida cantar,
Sou Alciones, isso aqui é meu lugar.

Os Psicodélicos,
Nossa paixão,
Com alegria e união,
Convida o povo a participar,
Do nosso cantar.

Brilhou no céu
Uma linda estrela guia,
Que nos levou a esta famosa terra,
Onde a natureza privilegiou,
Com suas matas, cachoeiras e muita serra,
Sou Rio Preto,
Com licença minha gente,
Quero me apresentar,
Com a proteção de Mãe Oxum e Janaína,
Vou cantar.
Oni, omiro ominari
Assim chamavam os negros vindos de além-mar,
Rufando seus tambores e atabaques,
Cantavam em louvor aos seus orixás,
Hoje sou turismo, sou lazer,
Se você pratica esporte,
Vem depressa me conhecer,

Porque?
Tenho estrutura hoteleira,
Bicho-solto, olho d´água,
Recanto das cachoeiras,

Nossa fé, ô ô ô,
O santo casamenteiro,
Pra quem rezo todo dia,
Pedindo a sua proteção,
E tem mais,
Eu sou lindo, sou maneiro
E de janeiro a janeiro,
Sou seu prazer, sua diversão.


2006 - UNIDOS DE URURAÍ – ANTHONY GAROTINHO

É chegada a hora,
Minha escola de samba
Unidos de Ururaí,
Garotinho é orgulho da cidade,
É nosso bem-querer e mora aqui.
Aqui, aqui,
Aqui em nossos corações,
E nos corações de um turbilhão de brasileiros,

Já virou...
Já virou, vai virar,
Já virou, vai virar,

Um grande elo de amor,
Campos dos Goytacazes,
Abençoado pelo Santíssimo Salvador.
Terra do leão dourado,
Berço do poeta sonhador,
Predestinado as odeodades da vida,
Como todo seu, encontrar a rosa querida,
E na Lapa virá o dia que virá,
O teu Paraíba descendo para beijar o mar.

Pessoal, Pai do céu,
Senhor Nosso Deus,
Tome em suas mãos,
Anthony Matheus,
Eleito pela Nação,
Irá lutar pelo nosso Brasil.

Com muita força,
Uma dádiva dos céus,
O destino procriar felicidade,
Teatro Trianon, de Bolso,
Rádio, Liceu de Humanidades,
Um casal em prol do social criou
Restaurante Popular,
Bolsa-família, farmácia popular,
O cheque cidadão receberá,
Uma folha verde está no ar.

E para o futuro o carica é a luz,
A clarividência no que teve consciência,
E nos leva a caminhar,
Clarica é a vida.


2006 - UNIÃO DA ESPERANÇA – ANTHONY GAROTINHO

A mãe águia voou, voou, voou,
Foi levando para cá,
Na planície goitacá,
Em seu ninho chegou,
O predestinado, Garotinho.

Cresceu, cresceu,
Custodópolis o abraçou,
Com esperança e amor,
Hoje a constelação negra,
De verde e rosa canta em seu louvor.
Poeta guerreiro, destemido,
Com os olhos de águia,
Aduziu o seu destino.

Nos caminhos da arte,
Fez do palco um jardim,
Em hiatos com a mais bela flor,
A rosa perfeita, amor sem fim,

A galera do Rio Branco vibrou,
No rádio sua voz ecoou, ecoou,
Fala Garotinho, campeão de audiência,
Venceu a repressão com inteligência.

Faz dos seus ideais,
A sua realidade,
Nesta terra, mostrou sua capacidade,
Um exemplo para o Brasil,
Conquistou o estado,
Com fé no Senhor,
Pela vontade desse povo varonil.

È a chama da igualdade,
È a chama da igualdade,
Que inflama a bandeira social,
No horizonte, diz terra brilhante,
O meu carnaval.


2006 - URURAU DA LAPA – ANTHONY GAROTINHO
“Os sonhos de um grande homem”

É Garotinho na fé, e na verdade,
Ururau sambando, vai que vai,
É a Lapa que traz seu filho maior,
Vou de carona nos seus ideais.

Guerreiro menino...
Guerreiro menino, protetor desta cidade,
A vermelha e branco é guiada por você,
E um sonho de igualdade.

Eis que a flecha que cruzou o mar,
É a Lapa descendo fabricando emoções,
Filho da terra, um liceísta,
Na luta do trabalhador, ôô,
Eu sou Campos, sou poesia,
Inspirada no seu grande amor.

Com a rosa das rosas,
Nesse imenso jardim,
Lá você insistiu,
Foi deputado estadual,
Melhor prefeito do Brasil,
Fala Garotinho!

De coração a coração,
De coração a coração,
O jovem virou governador,
A arte e a cultura nesse estado,
Modifica o interior.

O show de Garotinho, só começou,
Alô Brasil, parou por quê, por quê parou?
Um sonho que vai,
Ao planalto sonhando muito mais,
Quero respeito ao nosso povo,
Sonhos de guerreiro não morrem jamais.



2007 – ESCOLA DE SAMBA ÁS DE OURO
Tema – “Zé 21, com sua arte viajava nas asas do sonho no carnaval e tinha orgulho de ser marceneiro”.
Compositores - Bambu
Interprete – Jardel do Cavaco

Brilha ilumina a passarela
Uma estrela de real grandeza
Jóia rara em sua profissão
Ousava na imaginação
Zé 21 honrado marceneiro
Competência e sabedoria BIS
Nossa Ás de Ouro rende homenagem
Ao mestre das alegorias
O samba corria nas veias
Futebol a grande paixão
Sorriso e cerveja bem gelada
Nas vitórias do Goita e do Flusão
O carnaval agradece
O que você ensinou
Desfilou em blocos e escolas
Sua marca eternizou
Nas asas de um sonho
Eu faço minha parte
Dou nó na madeira
Transformo em arte
O que ele fazia
Não é qualquer um
O carnaval vai lembrar Zé 21


2007 – ESCOLA DE SAMBA BOI SAPATÃO
Tema – “Sonhar com Rei dá leão, mas também dá João, com Olavinho é 100% povão” Compositores – Cidinho Ramos
Intérprete – Negro e Marquinhos

É show, é fé é paixão
Boi Sapatão é brilho de emoção
Que sedução
Sonhar com rei dá leão
Com Olavinho 100% povão
Leonino de uma mente sem igual
A oitava maravilha para ele é carnaval e futebol
Foi seu sonho infantil
Torcedor do Bola-Fogo
E do querido alvi-anil
Grande exemplo da sua trajetória
Politicamente adorador
Do grande Leonel Brizola
Dia 15 de janeiro
Pra Santo Amaro rezar
E a sua escola concretiza vai bombar
Joãozinho Trinta destaque genialidade
Na festa de Momo com estilo
É um show para ti
As pirâmides do Egito
Mistério que não consegue decifrar
Mas hoje é só alegria
É melhor deixar pra lá.


2007 – ESCOLA DE SAMBA URURAU DA LAPA
Enredo – “Nossa Terra, Nossa Gente”
Compositores – Waldo pessanha

Nossa terra
Nossa terra, nossa gente
Onde o verde é mais verde
O petróleo e o açúcar
E a magia...
Magia do índio varonil
Campos de Alair Ferreira
Garotinho e sua “Rosa”
Cidade maravilhosa
O Liceu de Humanidades é cultura do Brasil
Quem vai querer, quem vai querer, quem vai querer?
Bala de côco e caramelo REFRÃO
Oscarito e Grande Otelo
Trianon vai reviver
Palco e teatro de revista
O artista fez o show
Na Pecuária, tem rodeios, tem leilões
Lindas bandeiras na Feira do Salvador
Um turbilhão de luzes
Na Festa do Padroeiro, à Catedral do meu Senhor
No Paraíba do Sul, eu vou navegar
Ver o Sol nascer, anunciando a liberdade
Chegou a hora, Ururau se manifesta
De Mercedes de Oliveira exaltar
A inteligência, no debate com a imprensa
Usando sua arte cultural
Oh! Divina mestra iluminada
Lourinha do meu carnaval.


2007 – ESCOLA DE SAMBA ONÇA NO SAMBA
Homenageado – Nilson Maria
Enredo – “A Onça se vestiu de verde-rosa para homenagear Nilson Maria”
Compositores – Toninho Shita

Frente a frente
À alegria da cidade
Que ao nasceu
Viveu a paz mundial
Com o fim da ditadura
O povo nas ruas
Nilson inspira carnaval
O sonho de amar venceu
Às escolas de samba se rendeu BIS
Imperiano de fé, esperança de amor
Sonho meu
A filosofia
Do clero educacional
Fez da disciplina
A força de seu ideal
Nas profissões legadas por Deus
Fez tantos amigos...
O rádio é a razão
Do locutor apaixonado
Esporte, cultura, inclusão social
Ouro da terra!
50 anos de carnaval
Nilson Maria chegou
Na Academia brilhou

Observações